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UMA FOLHA DE PAPEL

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Nada mais necessito. Alimento-me da palavra, das ideias, das ilusões fugazes de um mundo que vai do real ao abstrato no simples limiar do pensamento. Sou poeta, escritor, literato, ensaísta ou apenas um entusiasta das palavras. Uma folha de papel e um lápis são as ferramentas que me bastam.
 
Sentado na calçada, sob uma marquise; ou à sombra de uma árvore, no banco de uma praça; nada mais preciso. Apenas os meus instrumentos são suficientes. Uma folha em branco que logo pode se transformar em uma macabra história, de narrativa sombria, digna de ocupar as mais lidas páginas policiais.
 
Nela transcrevo o real, a vida nua a crua, a história da vida como ela é. Uma vida sem dó nem piedade, que castiga e oprime. Que segrega, que mata, seja por causa da atuação, da cor, do sexo, das opções sexuais. Por ela mostro a realidade, a escassez, a aridez do sertão, os pés descalços e rachados que marcam a falta de oportunidades nas mãos calejadas do sertanejo.
 
Na folha de papel coloco as dores do povo baixadeiro, que conhece cada palmo dos segredos da sua peculiar natureza. Das secas aos alagamentos, do vai e vem nos campos, a pé ou de canoa, em busca do alimento diário. Escrevo o voo sorrateiro da jaçanã, a escapada da piranha que não se deixa alcançar pela malha da tarrafa.
 
Escrevo a infância. Uma infância sofrida, que levanta cedo, que trabalha na lavoura, que edifica a casa, que se aventura na pesca. Mas que também é criança, do sorriso maroto, da alegria escancarada, a ingenuidade peculiar que corre de pés descalços para driblar as adversidades da vida com uma velha bola de meia improvisada.
 
Na folha de papel escrevo a vida. Uma linda e bela mensagem daquelas que falam de quem faz o bem sem ver a quem. Ou mesmo deixar marcada, para que não se apague, a chama ardente de uma linda e platônica história de amor que faria qualquer Shakespeare suspirar e, tal como ele, se eternizar na literatura romântica ao longo dos séculos.
 
Papel. Nele, até a mais ácida crítica é rabiscada em rebuscados versos, cujo simples inverso encontra mais significado do que a mais explicita literalidade. Nada mais preciso, além das apreensões imprecisas represadas pelo olhar já quase cansado de uma vida que desfila carregada de narrativas que só querem ser dissertadas.
 
Uma folha de papel, um lápis. E aquele momento desapercebido, que não mais existe, passa a existir para posteridade. Escrevo, logo existe. Pode ser branca, amarelada, amassada, rasgada ou aquele velho e cinzento papel de pão. Nas mãos do poeta, a mágica ganha vida para que o bailar das letras transforme em colorido aquilo que é captado em preto e branco do antagônico cotidiano.
 
É a folha que nos acompanha ao longo de toda a vida. Nela é impressa nossa primeira marca, nosso nome. Acumulamos papeladas para tudo que fazemos em nossas relações sociais, aqueles que nos impõem deveres, bem como os que nos asseguram direitos. Assim como aquele que encerra nossa breve passagem sobre este chão.
 
É o papel do jornal matinal que nos informa, do livro que transporta conhecimento aos quatro cantos. Que permitiu a criação do mundo virtual, paralelo, que também tem os seus “papeis”, ainda que não tangíveis. O mundo só é mundo, real ou virtual, porque alguém ousou rabiscar as primeiras doses de conhecimento, permitindo a evolução da sociedade.
 
Apenas papel? Depende. Em branco, apenas papel. Mas certamente um convite para que uma imensidão de ideias pensamentos possam ser ali concretizados. Como cantou o poeta, numa folha qualquer se desenha um sol amarelo, uma luva, um castelo ou um guarda-chuva. A folha de papel é o quintal da imaginação, com um fim que ninguém sabe onde vai dar, se não tentar.
 
Não deixe a vida passar em preto e branco. Sempre haverá tempo de colorir o próprio arco-íris, de contornar as próprias nuvens, carregadas de angústias, de alegrias, de aspirações, de conquistas. Aqui, mais um papel, uma simples folha de papel que, só de birra, teimei em não deixar em branco.

 

Osmar Gomes dos Santos, Juiz de Direito da Comarca da Ilha de São Luís; Membro das Academias Ludovicense de Letras, Maranhense de Letras Jurídicas e Matinhense de Ciências, Artes e Letras.

ABRE ALAS PARA A ALEGRIA

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Termina mais um ciclo carnavalesco. De norte a sul do país, foliões vestiram a fantasia para pular de alegria nessa festança religiosa, que reúne um misto de sagrado e profano e, ao mesmo tempo, deixa extravasar as mais diversas manifestações de nossa cultura. Longe do apego e das paixões religiosas, ouso dizer que o carnaval é a festa de todos, que marca nossa identidade.
 
Considerada a festa mais democrática do país, literalmente é o período em que as pessoas perdem a vergonha e a única regra que parece valer é não dar espaço para a tristeza. O sorriso é a arma do folião. Em regra, o termômetro de cada brincante é o seu estado de humor, que dá o tom do ritmo no corredor da folia.
 
Tem o folião família, tem aquele que prefere os amigos, há o que está em busca de um amor de verão, ou aquele que apenas quer se divertir. Alguns se vestem a caráter, outros desfilam seminus e também tem os conservadores. Existem até aqueles brincantes que saem do armário, no sentido figurado, e vestem roupas do sexo oposto para pular em blocos mais irreverentes. Isso é Carnaval. 
 
Ouvi muitas críticas sobre a violência, assaltos e outros crimes. Em conversa particular, um amigo dizia não sair por causa da violência. Embora eu o respeite, tenho que dizer, como bom folião que sou, que essa não faz parte do reinado de Momo. A violência está em toda parte e infelizmente, hoje, é uma conduta intrínseca a alguns seres humanos. Nada tem de Carnaval, que em regra deve ser apenas alegria.
 
A violência pode se manifestar no mercado, na porta do bar, no trânsito, dentro de casa. Decerto que o convívio no mundo atual nos implica alguns cuidados, no entanto não excluo a oportunidade de sorrir, de brincar e me confraternizar. Não me furto à tradicional “guerra” de maisena, só possível na folia carnavalesca. Minha alegria supera meu medo. Isso é Carnaval.
 
Embora o réveillon seja a festa da confraternização universal, em nenhuma outra  manifestação cultural é possível  ver tanta gente fazendo planos, viajando, brincando e se  divertindo. Lá em casa, por exemplo, os carnavais são sagrados. A cada ano que se inicia não vemos a hora de pegar a estrada e rumar para a minha amada Cajari.
 
É Carnaval, momento de voltar às raízes, reencontrar amigos de infância e abraçar os familiares. Sem cerimônia é hora de colocar o pé na folia, de acordar no sábado e só pensar em dormir na quarta-feira de cinzas. Quiçá pensando na festa de lava-pratos. A meu sentir, o único momento festivo que pode ser comparado ao Carnaval é a Copa do Mundo, duas paixões nacionais.
 
O Carnaval que faz a alegria também daqueles que dependem da economia gerada pelo reinado de momo. Em 2019, milhares de empregos temporários foram gerados, o turismo se aqueceu, diversos segmentos da economia tiveram impacto positivo durante os cinco dias de festa, inclusive aqueles que foram na chamada “contramão” da folia.
 
A estimativa era da injeção de mais de R$ 6 bilhões na economia, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Mas, pelo que foi visto, os números oficiais, após confirmados, devem superar essa expectativa. Somente o fluxo de turistas, mais de 10 milhões, impulsionou outros setores, como o hoteleiro e a cadeia de bares e restaurantes.
 
As festas consideradas fechadas, nas quais os brincantes precisam pagar o acesso, tiveram recorde de público em um Carnaval que também ficou marcado pela crítica política e social. Temas como corrupção, intolerância e discriminação estavam presentes em letras de samba, nos cantos dos blocos, nas alegorias, nas vestimentas. Marielle estava presente, tal como tantas outras vidas ceifadas.
 
Foi assim na Mancha Verde, escola de samba do crescente carnaval paulista, que levou o seu primeiro título este ano; passando pela Mangueira, escola de samba campeã do Carnaval Carioca; e até a Favela do Samba, que homenageou o designer Jesiel Pontes, vítima de latrocínio em 2018.  O discurso de basta também ecoou em todos os blocos e trios nos quatros cantos desse imenso Brasil.
 
Essas manifestações demonstram que o brasileiro, mesmo na folia, está vigilante, atento aos males que o aflige. Os gritos ecoaram contra a opressão, tal como nas senzalas de nossos antepassados. Agora os gritos não são mais pela dor do açoite, mas pela autoafirmação, pelo empoderamento, pela igualdade, pelo respeito.
 
Foi uma festa bonita de ser ver, mais do que nunca de todas as tribos, digna de nota 10 em todos os quesitos, da alegria a critica social. Assim é o Carnaval deste Brasil, que mal cabe na criatividade, no orgulho e no amor de sua gente. Salve o Carnaval, o Brasil e povo brasileiro.

Sábado: Povoado Vila Palmeira, Cajari

 

 

Domingo: Sede, Carnaval da familia Cajariense

 

 

 

Segunda feira: Enseada Grande 2

 

 

Terça feira: Povoado Gameleira, Cajari

Na Vila Palmeira, a Dra. Maria Felix esteve com o Líder professor Jairon, num grande arrastão com as comunidades de Vila Palmeira e Santa Rosa.

Na sede, foi a vez do baile da família Cajariense , organizado pelo grupo da Dra. Maria Félix.

Nas Enseadas Grandes 1 e 2, a Dra. Maria Felix esteve com o ex-vereador Pedro Gomes e o líder Enilson Gomes, prestigiando o desfile das escolas de Samba Estrela do Samba e Mensageiro do Samba.

Na Gameleira, a Dra. Maria Felix esteve com o ex-vereador Adalton e com o vereador Amado, num arrastão do bloco Espoca, organizado pelo vereador Amado.

Os povoados Zé Maria e Regalo também receberam apoio cultural da Dra. Maria Felix.

 

Osmar Gomes dos Santos, Juiz de Direito da Comarca da Ilha de São Luís; Membro das Academias Ludovicense de Letras, Maranhense de Letras Jurídicas e Matinhense de Ciências, Artes e Letras.

População de Cajari sofre com a falta de infraestrutura

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É inegável que a política está passando por profundas mudanças. Nas últimas eleições o povo deu um claro recado nas urnas de que já não aguenta mais tanto descaso. Mas ao que parece, nem todos os gestores entenderam o clamor do povo e continuam se utilizando de práticas nada convencionais no jogo político, como relegar os cidadãos à própria sorte. Exemplo dessa velha forma de fazer política pode ser vista no município de Cajari (200 km da capital).

No município, o povo ainda agoniza com a precária infraestrutura e a péssima oferta dos serviços públicos. Praças, a exemplo da Mangueirão, estão abandonadas e os espaços que deveriam ser utilizados para o lazer estão tomados por mato, servindo de abrigo para animais e insetos que transmitem doenças.

O descaso é tão grande que um dos principais acessos a dezenas de povoados está completamente intrafegável devido a grande quantidade de lama. Obviamente essa culpa não pode ser atribuída às chuvas, que já são esperadas todos os anos, mas sim à completa falta de gestão para prevenir tal situação. No caso de Cajari, não é apenas a região lateral que sofre, ruas centrais estão tomadas pela lama, configurando uma imagem que em nada orgulha os moradores daquela cidade.

 

djalmarodrigues

Em Brasília, Osmar Filho dialoga com políticos e trata de benefícios para São Luís

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Opresidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), manteve, nesta quinta-feira (14), movimentada agenda de trabalho em Brasília.

Osmar Filho reuniu-se com o ministro Marcelo Álvaro e tratou de investimentos para a capital.
O parlamentar reuniu-se com membros da Bancada Maranhense, ocasião na qual estreitou o diálogo acerca de temáticas políticas importantes, e encontrou-se com diretores da Câmara dos Deputados e ministros do governo Jair Bolsonaro.

Osmar Filho reuniu-se com o ministro Marcelo Álvaro e tratou de investimentos para a capital.
A organização da agenda contou com a totalcolaboração do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB). Também participaram dos encontros os vereadores Estevão Aragão (PSDB) e Marquinhos (DEM); o deputado federal Gil Cutrim (PDT); além do procurador-geral da Câmara, Vitor Cardoso.
O presidente da Câmara também esteve com o senador Weverton Rocha discutindo assuntos de interesse de São Luís.
Osmar Filho conversou com  coordenadora da Rede Legislativa de Rádio e TV da Câmara Federal, Evelin Maciel Brisolla. Na pauta, tratativas para produzir programas do Poder Legislativo Municipal que deverão ser inseridos na programação da Rádio e TV Câmara ou até mesmo veiculados através de um canal próprio que poderá ser disponibilizado através da parceria entre a Casa e a Câmara.
O presidente participou de reunião com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Foram discutidos projetos infraestruturais para alavancar o setor na capital maranhense.
Também foi proposta a criação de uma frentede trabalho que envolva a participação dos municípios, estado e governo federal objetivando estabelecer uma agenda permanente capaz de alavancar investimentos que estimulem atividades culturais e o turismo no Maranhão.
No Ministério do Desenvolvimento Regional,Osmar foi recebido pelo assessor especial da pasta, Marco Porto. Foi debatida a possibilidade de obter recursos para serem investidos no saneamento básico dos bairros de São Luís.
Osmar Filho também esteve com os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama (PPS).
“Tratou-se de uma visita extremamente produtiva, pautada em propostas de desenvolvimento para o Maranhão”, assinalou o líder do PDT na Câmara Alta.
O presidente da Câmara visitou o gabinete da liderança do PTB na Câmara, cujo comando está sob a responsabilidade de Pedro Lucas.

“A agenda serviu, ainda, para estreitarmos a relação da Câmara Municipal com a nossa classe política e os representantes do governo federal. O Parlamento de São Luís, garanto, estará inserido nos debates importantes que possam trazer benefícios para capital e para o estado”, disse Osmar.

De acordo com ele, os vereadores ludovicenses irão se reunir nos próximos dias para elaborar uma pauta de assuntos de interesse da cidade que serão permanentemente discutidos em Brasília.
Nesta sexta-feira (15), Osmar Filho teráreuniões com representantes do Banco do Brasil e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Ele finalizará a agenda de trabalho participando de um almoço com a juventude do PDT.

doligeiro

Osmar Filho diz que aproximação do cidadão com a Câmara será marca de sua gestão

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“Buscaremos fazer uma gestão pautada nos princípios que norteiam a administração pública, com a transparência, ética, moralidade e modernidade que a população tanto espera”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), em discurso de abertura dos trabalhos legislativos da 19ª Legislatura, na manhã desta segunda-feira, 4.

O presidente do Poder Legislativo Municipal reconheceu os avanços alcançados na última gestão e anunciou medidas para promoção da aproximação do cidadão com a Câmara.

“A nossa ideia é ir até a base, nas diversas regiões da cidade, para discutirmos pontualmente as peculiaridades de cada região e da cidade como um todo, para que in loco – e não só na sede do Poder Legislativo-, o cidadão tenha a oportunidade de dar a sua contribuição ao parlamento, respaldando suas ações”, falou Osmar. Neste sentido anunciou que o portal da Câmara Municipal já está no ar, bem como todas as plataformas de redes sociais, como ferramentas de interatividade, com o objetivo de promover uma maior interação da população com o parlamento municipal.

O presidente Osmar falou da sua emoção de estar à frente do Legislativo Municipal, agradecendo especialmente aos vereadores e vereadoras pela forma como foi recebido. E garantiu que se empenhará para que, independente de bandeira política, cada parlamentar possa desempenhar bem o seu papel, com independência e, fazendo valer, sobretudo, o interesse da população e a autonomia da Casa.

Em seu discurso, o presidente da Câmara Municipal ressaltou também a importância de uma interlocução com todos os poderes e órgãos e, com a sociedade civil organizada. “Ao longo deste mês de janeiro, a gente buscou contato com vários órgãos e, assim, acredito que toda a Casa, também fará isto, para que através de parcerias institucionais possamos promover uma agenda positiva dentro da cidade”, pontuou.

Por fim, um ponto que ressaltado por Osmar Filho foi a comemoração dos 400 anos de fundação da Casa.

“Logo após o Carnaval, a Câmara Municipal de São Luís vai apresentar uma vasta programação de atividade que se estenderá por todo este ano, em alusão a data, em novembro, que marca a fundação desta que é a quarta Câmara mais antiga do país”, disse, lembrando “Simão Estácio da Silveira e de tantos homens e mulheres que por passaram pela casa e deixaram seu legado, contribuindo para um poder legislativo e uma cidade mais forte”.

Domingos Costa

Osmar Filho consolida parceria com Câmaras Municipais da Grande Ilha

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Na oportunidade, os vereadores trataram de assuntos de interesse das populações da Grande Ilha

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho (PDT), reuniu-se, nesta sexta-feira (01), com os presidentes dos Legislativos Municipais das cidades da Raposa e São José de Ribamar, Beka Rodrigues (PCdoB) e Beto das Vilas (PV), respectivamente.

Na oportunidade, os vereadores trataram de assuntos de interesse das populações da Grande Ilha e iniciaram as negociações para implantar, em breve, o projeto Parlamento Metropolitano, iniciativa que visa unir forças para discutir e encontrar soluções para problemáticas que prejudicam as cidades da região metropolitana.

Além da criação do projeto, o encontro serviu para estreitarmos relações institucionais, bem como fortalecer o municipalismo e o Poder Legislativo”, disse Osmar.

“Recebemos sinalização positiva dos presidentes e iremos estender esta discussão aos demais municípios da Ilha com o objetivo de, a partir do Parlamento Metropolitano, tratarmos de problemas comuns que afligem os moradores da Ilha, como transporte público, segurança pública, coleta seletiva de lixo, dentre outros”, completou o pedetista.

Beka Rodrigues afirmou ter ficado satisfeito com o encontro. “Foi uma reunião muito produtiva, quando tivemos a oportunidade de discutir o modelo do Parlamento Metropolitano, uma ideia brilhante do presidente da Câmara de São Luís. Também tivemos a oportunidade de sugerir outras propostas para enriquecer e valorizar a nossa atuação parlamentar, porque uma Câmara atuante só vai trazer benefícios para a população”, disse.

As propostas apresentadas pelo vereador raposenseincluem a reativação da Federação das Câmaras Municipais do Estado do Maranhão; criação de uma rota integrada do turismo na Grande Ilha; e instalação de um comitê legislativo intermunicipal, que discuta políticas públicas para os municípios metropolitanos da capital maranhense.

Beto das Vilas destacou a iniciativa de Osmar e observou que as Câmaras precisam estar unidas para conquistaravanços para as cidades que integram a Grande Ilha.

Também estiveram presentes os vereadores Paulo Victor (PROS), de São Luís; Jorge Pontes (PSDB), da Raposa;além do diretor geral da Câmara raposense, Manoel Gonçalves.

 

Domingos Costa

SAUDADES DO FUTURO

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Tenho saudade do futuro que vi quando criança. Não um futuro meu, mas um amanhã que extrapolava minha pretérita visão egocêntrica, quando minhas particulares aspirações de superação mal cabiam na pequena casa de porta e janela no Povoado Enseada Grande. Ou mesmo na pequena palafita de um cômodo, já na capital, construída sobre a maré, que guardava a mim, minha mãe e os cinco irmãos.
 
Falo de um futuro sobre o qual cresci ouvindo dizer. Um lugar diferente, no qual as pessoas teriam prosperidade, seriam independentes, viveriam de seu próprio suor e teriam acesso às mesmas oportunidades, tudo de forma igualitária. Este lugar prometido não fica em outro continente, ou planeta. Não cresci ouvindo fábulas ou contos acerca dos quais me apeguei de forma utópica e apaixonada. O lugar do qual falo é o Brasil, solo no qual pisamos todos os dias, cujo tal futuro parece não ter chegado.
 
“O Brasil é o país do futuro”. Era, de fato, uma promissora nação; ou será que fui iludido com um bem forjado Jargão publicitário? Ou mesmo não tenha visto, ou não quis ver, o que estava diante dos meus olhos, tamanha obviedade hoje narrada no transcurso da história. Do ufanismo que empolgou uma geração, parecem ter ficado como símbolos apenas a bola e o pandeiro, cujos valores culturais são importantes, é bom que se diga. Mas receio daquele outro futuro que não chegou.
 
Sinto falta daquela “terra” prometida que ficara apenas nos folhetins, rabiscada em rebuscados discursos, com conteúdo carregado de altas doses de emoções e cheios de esperanças, mas que transbordava de um vazio infinito de ações concretas e estruturantes. Um futuro que, ao que parece, fora apenas sonhado, idealizado, jamais planejado. Olhando no fundo do meu “eu”, deparo-me com uma criança ainda sentada na porta de casa esperando alguma encomenda que nunca chegou.
 
A corrente de mãos dadas fora desfeita e cada um parece ter seguido a própria trajetória, um destino que fora reservado a cada cidadão brasileiro longe de qualquer pensamento coletivo. Os 90 milhões “em ação” se multiplicou e hoje somos mais de 200 milhões, já não mais com a mesma empolgação e longe de parecer fazer parte de um mesmo elo. Muitos dos quais estão presos em seus mundos, suas convicções, suas vaidades, longe de qualquer pensamento comum.
 
A diferença entre o ontem e o hoje é que naquela época havia uma perspectiva, vislumbrávamos o ideal de país onde o único obstáculo entre o sonhar e o concretizar parecia ser o tempo: a certeza de dar certo era algo que abraçávamos, carregávamos avidamente. Hoje, como cidadão brasileiro, mesmo com forças para contribuir, sinto-me órfão daquele futuro traçado para as gerações posteriores.
 
Não pretendo, aqui, fazer o papel do pessimista, cujo discurso pronto apresenta jargões e lugares comuns com uma pitada de retórica intelectualizada. Mas afloro o sentimento daquele pequeno jovem de pés descalços que abandonou sua terra natal rumo à capital em busca de uma vaga esperança que não veio. Exato, não veio. Embora galgado alguns degraus, este artigo não fora escrito de cabeça baixa, de tal forma que a visão fosse capaz de alcançar apenas meu próprio umbigo.
 
Digo que esse futuro não veio quando ainda vejo pessoas sem um lar, sem acesso à educação, à saúde e outros serviços públicos básicos e essenciais. A esperança se esvai quando percebo existirem tantos concidadãos sem emprego, condição mínima para assegurar a qualquer um uma vida com dignidade e cidadania. Em que ponto da história falhamos? Deixamos o Império, adentramos a República, vivemos as reviravoltas dos mandos e desmandos até aportar na redemocratização. Quais lições tiramos de tudo isso?
 
Como aceitar os altos índices de criminalidade, de desemprego e de concentração de renda, contexto que deixa o povo cada vez mais desacreditado em dias melhores. Como aquela mente limitada e de pés no chão poderia conceber que naquele sonhado futuro, hoje, portanto, teríamos instituições públicas acuadas em um labirinto que parece não ter fim, tamanha é a corrupção que parece ter se tornado fisiológica e que corrói os pilares da nação.
 
Ah, é claro que avançamos e isso é importante reconhecer e destacar. Mas não como o esperado. Nossos filhos, que hoje deveriam estar colhendo os frutos do futuro, voltam a nutrir os mesmos sonhos outrora sonhados por nós, nossos pais e avós. O futuro que afirmo não ter chegado – e que talvez eu não o veja – é aquele no qual todos nós, irmanados com os mesmo propósitos pudéssemos ser capazes de edificar um país dito de primeiro mundo.
 
Condições para isso não faltaram ao longo da história e não faltam hoje. É possível afirmar que o Brasil tem condições que se combinam em perfeita harmonia, mas faltam as ferramentas essenciais para lapidar a pedra bruta do próprio destino. Esbarramos na incapacidade de transformar nossas riquezas naturais em prosperidade para todos, de forma a garantir autonomia a cada cidadão para que possa, enfim, ser protagonista de sua própria história e não apenas uma vítima dos acontecimentos.
 
Gostaria de poder escrever este artigo sobre outro ângulo de visão. Harmonizar palavras, imbricar frases de efeito com entonação empolgante e concatenar rimas, quase que com a perfeição de um belo soneto. Mais, infelizmente, a vida se faz com um pouco mais do que apenas papel, lápis e algumas ideias.
 
Ainda resta tempo – inclusive para aqueles da minha geração – de iniciar um movimento que coloque nos trilhos a locomotiva chamada Brasil. Um novo elo precisa ser feito, uma nova corrente que amarre os rumos da nação rumo ao desenvolvimento do qual poderão gozar das benesses nossos filhos, netos e bisnetos.
 
Entre um jogo de passado e presente, no qual o futuro não tem espaço, regresso no meu íntimo para a porta daquela humilde casa de chão batido e empoeirado. As certezas que ali ouvi, hoje nada mais parecem do que uma narrativa carregada de pretéritos perfeitos – simples ou compostos. Narrativa esta que coube, perfeitamente, em um enredo cheio de imperfeições.

 

Osmar Gomes dos Santos
Juiz de Direito da Comarca da Ilha de São Luís. Membro das Academias Ludovicense de Letras; Maranhense de Letras Jurídicas e Matinhense de Ciências, Artes e Letras.

CHAMAS DO DESCASO: NOSSA MEMÓRIA.

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Não é preciso ser um especialista para detectar que algo vai mal em nosso país quando o assunto é cultura. Os 200 anos de história do Museu Nacional que viraram pó na noite do último domingo revelam algo que vai muito além do simples acaso. Não se pode culpar o destino pela perda de um acervo que de tão valioso não se pode traduzir em cifras. Em poucos minutos, o fogo tomou conta de todo prédio, levando algumas horas para por fim a uma rica parte de nossa memória.
 
Em um esforço sistemático, praticamente em vão, dezenas de bombeiros se mobilizaram para combater as chamas, trabalho que seguiu madrugada adentro. Já naquele momento as evidências do descaso com a manutenção do prédio começavam a ficar evidentes: faltou água para apagar as chamas. Bombeiros com mangueiras secas nas mãos, apenas torcendo, como se pedissem para uma gota d’água cair do céu. Paradoxo entre teoria e prática denota o abismo que havia entre a concepção da importância do museu e a forma concreta como ele era tratado.
 
Nem mesmo o riquíssimo acervo, tido como referência por pesquisadores do mundo inteiro, foi capaz de sensibilizar as autoridades brasileiras – notadamente as federais – para o estado de deterioração que se encontrava o Museu Nacional. Muito se fala sobre o sistema antifogo, uma medida que certamente teria evitado ou diminuído os efeitos da tragédia. Mas como pensar em algo tão moderno quando faltava o básico, como água nos hidrantes e uma brigada de incêndio?
 
O que se vê, pós-tragédia, são discursos inflamados que servem apenas para trocas de acusações, o velho jeito brasileiro de buscar culpados. A palavra de ordem era tirar dos próprios ombros a responsabilidade, aquela que ninguém se propôs a assumir. Essa é uma postura que não contribui para que o pouco que sobrou renasça e um novo caminho para a nossa cultura e a pesquisa seja traçado. E como não poderia deixar de ser, o tema entrou na agenda eleitoral, inclusive de candidatos que sequer pronunciavam a palavra “cultura”. Demagogia? Oportunismo?
 
Fato é que o drama vivido naquela noite de terror vinha sendo anunciado há tempos. Paredes que testemunharam momentos que entraram para nossa história, como a chegada da Família Real ao Brasil, a assinatura do nosso Decreto de Independência, o nascimento de Dom Pedro II até sua coroação. Quantos segredos do Brasil Império não foram velados por aqueles corpulentos paredões, que nos últimos anos resumiam-se a assistir a deterioração que só o abandono é capaz de causar?
 
As condições eram precárias. Espaços interditados em razão da degradação. Beirais sem sustentação, paredes que pareciam estar se dissolvendo, cupim, vaquinha para recuperação de alguns poucos espaços, fechamentos, reaberturas, resistência. Essas cenas compuseram os capítulos finais de uma trama que, diferentemente da teledramaturgia, não teve um final feliz.
 
O acervo era único, não havia cópias. Peças da antiguidade remontavam a maior coleção egípcia na América Latina. Artefatos pré-colombianos e fósseis que serviam de pesquisas que vinham ajudando a montar o quebra-cabeça da nossa evolução. Mais de 20 milhões de itens ligados às artes, ciências, historia dos quais pouco restou. A já pífia verba, de R$ 520 mil por ano para manutenção, sequer era repassada em sua integralidade desde 2014. Este ano o museu havia recebido apenas R$ 54.
 
Para efeitos de comparação, o Museu Britânico – equivalente na Inglaterra – recebe cerca de 100 milhões de libras, mais de R$ 400 milhões, por ano para sua manutenção. O montante é resultado de uma gestão eficiente e do somatório de esforços da Parceria Público-Privado, algo que no Brasil anda mal das pernas, iniciativa corroída pela corrupção. A forma como a Inglaterra e tantos outros países cuidam de sua memória está ligada a uma administração pública eficiente e à valorização desses espaços pela própria população.
 
O mundo chorou com o Brasil, mas também cobrou. E a cobrança foi pesada. A repercussão mundial foi imediata e na mesma proporção do nosso descaso. Manifestações de várias partes do mundo que misturavam críticas com uma dose de ceticismo, como se não quisessem acreditar que o Brasil fosse capaz de permitir que parte da sua história e da humanidade virasse cinzas. Como pode? Foi o questionamento que misturou solidariedade, angústia e revolta.
 
Como na expressão popular “não se pode chorar pelo leite derramado”. Ainda que o museu seja reerguido, aquilo que foi perdido já não mais voltará. O ressurgimento das cinzas – tal como a ave fênix – fica guardado à mitologia grega, não podendo, neste plano, infelizmente, ganhar concretude. Lições para a vida costumam vir com a dor. E esta certamente passará a fazer parte da nossa memória, um trocadilho fora de hora, mas necessário.
 
Cabe, agora aprender com essa lição. O sentimento de consternação deve permanecer vivo para que dele possam surgir ações concretas para valorização e preservação da nossa rica cultura na mesma proporção de sua importância. Parte da história se foi, fica, portanto, o alerta para aquela outra parte que ainda agoniza – composta por museus, centros de estudos e pesquisas, conjuntos arquitetônicos – sobreviva ao descaso agudo de governos sustentados na hipocrisia e gestores descomprometidos. Quem assume o poder e/ou a gestão se obriga com valores como educação, saúde, cultura e bem estar da população e o que constitui obrigação não deve servir para exaltação.

 

Osmar Gomes dos Santos
Juiz de Direito da Comarca da Ilha de São Luís. Membro das Academias Ludovicense de Letras; Maranhense de Letras Jurídicas e Matinhense de Ciências, Artes e Letras.

Secretária Municipal de Saúde participa do Encontro Estadual para Fortalecimento da Atenção Básica

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A Secretária Municipal de Saúde de Coelho Neto, Olímpia Delgado e a Coordenadora da Atenção Primária em Saúde, Bianca Crateús, estão em São Luís participando do Encontro Estadual para Fortalecimento da Atenção Básica.

Gestores, coordenadores e técnicos de todos os municípios do estado estão discutindo os principais programas e propostas para aprimorar a Atenção Básica.

O evento conta com a participação de representantes do Departamento de Atenção Básica, Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde.

O objetivo do encontro é construir uma agenda conjunta do Governo Federal com os estados e municípios, identificando os principais desafios para a concretização de uma Atenção Básica acolhedora e resolutiva, capaz de ordenar a Rede de Atenção à Saúde, e propondo estratégias de superação dos desafios, de forma tripartite.

 

Fonte: Prefeitura de Coelho Neto

Maioria dos vereadores deixa registrado apoio à candidatura de Osmar Filho

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A sessão desta segunda-feira (16) foi quente na Câmara Municipal de São Luís em razão do processo eleitoral para a Mesa diretora que comandará a Casa no biênio 2019-2020. A candidatura do vereador Osmar Filho à presidência foi defendida por vários vereadores e o apoio foi reafirmado em uma carta assinada por 19 dos 31 parlamentares.

O PTB entrou na Justiça para reverter a decisão liminar que suspendeu a eleição da Mesa diretora que deveria ter sido realizada até ontem (15). Mas pela contundência dos apoios, Osmar deverá permanecer firme para a vitória.

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